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Ex-jogadores da Unity fazem acusações graves contra organização “Tivemos que fazer elojob”

19/04/2018 - 21:57

Jogadores saíram da organização após assalto a Gaming House.

Camila Falk
Criadora de conteúdo gamer

Ex-jogadores da Unity fazem acusações graves contra antiga organização; entenda o caso.

Ex-jogadores da Unity fazem acusações graves

Os problemas dos jogadores que passaram por momentos de terror durante o assalto da Gaming House não parecem ter fim. Após encerrar a formação do time, alguns jogadores fizeram algumas acusações contra a organização.

Através de um relato no grupo do “Tier 3” de League of Legends no Facebook, um jogador chegou a acusar a organização de deixar os jogadores sem comida. “Só começamos a comer direito há 3 semanas atrás porque a namorada de 1 jogador resolveu nos ajudar, porque ela viu como sofríamos por descaso. Além disso tínhamos que lavar também louça de pessoas desconhecidas“, escreveu o jogador.

Na publicação ele também conta que alguns jogadores tiveram que fazer elojob para conseguir manter a própria alimentação – e pagar a conta de luz da casa.

Ex-jogadores da Unity fazem acusações graves

Confira abaixo o relato do jogador na íntegra.

Olá, somos os ex-jogadores da organização Unity Telecom E-sports. Gostaria de expor algumas coisas para que nenhuma organização cometa o mesmo erro. Se vocês querem mesmo montar uma GH e um time que passe para o circuito desafiante nunca deixe faltar nada para eles, nunca os diminuam em ocasião alguma além de players, somos humanos.

Nunca faltem o respeito. Como exemplo de que o nosso suporte “Nano” sofreu: xenofobia = preconceito sobre ele ser nordestino e até citar a mãe dele no meio entre outras coisas que irei citar abaixo.

O que nos foi prometido? Que teríamos de tudo! Conforto, alimentação e apoio da organização, tivemos isso, mas por um curto período, até os players se tornarem 2 opção. E até também fazermos ELOJOB para sustentar a casa, ou seja fazer ELOJOB para manter nossa comida (?) e a luz que já estava pra cortar.

Fomos chamados para jogar e antes de tudo, eles confirmaram que teríamos comida, casa, tudo direitinho, e ai não tínhamos absolutamente quase nada do prometido. Comida? muitas vezes não tínhamos do que comer e acabávamos comprando do nosso dinheiro para não ficarmos com fome, ou pior, nos players que fomos para JOGAR E TREINAR tínhamos que preparar a própria comida, já “miamos” scrim pois estávamos com fome e não tinha o que comer.

Só começamos a comer direito há 3 semanas atrás porque a namorada de 1 jogador resolveu nos ajudar, porque ela viu como sofríamos por descaso.Além disso tínhamos que lavar também louça de pessoas desconhecidas porque simplesmente largavam lá (além de players somos o que?), tinha finais de semana e meados da semana que aquilo ali não era GH e sim era uma “casa de Festas”, e tínhamos que aceitar, até porque ninguém nos escutava ninguém nos respeitavam, eramos invisíveis para organização.

Já escutamos diversas vezes que o time não existia, que era só marketing, ou seja, isso nos afetava psicologicamente, não tínhamos animo e nem incentivo, éramos nós por nós. Então porque brincar com nossos sonhos? porque tirar a gente de casa, prometer uma coisa e não cumpri-la? porque nos dedicamos, cada um de nós ali deu o máximo de si enquanto a organização dava 1% de si.

Ajuda Psicológica? Não tínhamos, DUAS namoradas de 2 Jogadores que acabavam fazendo esse papel.

Muitas vezes tentávamos conversar com Organizadores, no primeiro após a reunião parecia que tudo tinha sido resolvido, que eles haviam nos escutado, mas depois tudo voltava à mesma coisa.

Creio que muita gente ficou sabendo do Assalto à GH, até agora não recebemos ajuda psicológica, fomos afetados com isso e ainda citaram que: “vamos oferecer ajuda psicológica, mas só se vocês assinarem um contrato de Confidencialidade”. Precisamos mesmo aceitar isso tudo quietos? e deixar que outras pessoas passem pelo que passamos? não! Estamos expondo isso tudo aqui porque ninguém merece passar pelo que passamos, e creio também que serve para outras organizações não cometerem o mesmo erro.

Obs:. Antes que venham nos julgar de ingratos etc, se ponham no nosso lugar, apesar de tudo pedimos obrigado, e queríamos dizer que a nossa line-up está FREE AGENT, grato à compreensão de todos os envolvidos.

Esclarecimento da Organização

Após ver a repercussão do relato, a organização publicou um esclarecimento sobre o acontecido.

“Bom dia,
Sou Gabriel Marvila, atual diretor geral da Unity Telecom E-Sports.

Segue abaixo resposta oficial da organização sobre as acusações feitas por Gustavo Passos, ex mid laner da organização, com (até então apurado) aprovação e respaldo dos demais ex-jogadores da Unity E-Sports.

Sobre a xenofobia citada: Não representa as políticas da organização. Desrespeito e preconceito de qualquer esfera jamais farão parte do pensamento ideológico da Unity E-Sports, o caso citado não partiu da organização, e sim de um colaborador que não faz mais parte da organização.

Sobre FALTA DE COMIDA: Os primeiros dias foram de adaptação a rotina de alimentação, e testamos algumas dinâmicas pra ver o que dava certo. Inicialmente 2 jogadores se voluntariaram a fazer a comida, “não precisa se preocupar, nós cuidamos disso – Passos, Gustavo”, após alguns dias percebemos que essa dinâmica não daria certo e mudamos.

Em um desses testes, a comida seria levada da casa da mãe do Marvila, até a Unity House, e nesse trajeto aconteceram imprevistos, e o almoço chegou por volta das 16 horas. Após o esse dia ficou acordado que a Mãe do Marvila iria praticamente todos os dias, faria a janta e deixaria o almoço pronto devidamente separado na geladeira, sendo necessário apenas esquentar no microondas. A compra de comida é oriunda de gostos específicos de cada jogador que mesmo tendo 3 tipos de carne diferentes na geladeira, certo dia alegaram “não ter nada para comer” e optaram por pedir fastfood.

Após alguns dias, por motivos pessoais ficou em consenso geral que a namorada de um dos jogadores iria morar conosco, e em retribuição ela ficaria responsável por cuidar da alimentação dos jogadores, dando assim um pouco de descanso para a Dona Marli, mãe do Marvila. Temos extrato de que apenas em 1 das contas no período de 1/03 a 05/04 foram gastos pouco mais de 2 mil reais em alimentação. Sendo que boa parte da comida foi comprada em dinheiro pela própria Dona Marli, e essas verbas não estão nesse extrato.

Lavar Louça: Mínimo do básico da convivência coletiva. Tínhamos cronograma onde cada um lavava seu copo e seu prato e a cada dia um jogador lavaria as louças comuns, como panelas e afins. Aos fins de semana a louça estava a cargo da staff.

Sobre Festas: Tivemos sim alguns episódios que devido a comemoração de conquistas da org, algumas pessoas vieram para GH no final de semana. Isso de fato transtornou alguns jogadores, principalmente devido a alguns transtornos psicológicos inerentes a esses jogadores, mas esses fatos aconteceram durante o final de semana, onde inclusive alguns jogadores participaram, e outros nem estavam na concentração por ser período de descanso.

Prefeitura: O apoio da prefeitura foi único e exclusivo para uso o terreirão do samba na realização do evento. Nada mais. Não temos apoio da prefeitura na GH.

Org não da 1% de si: Senhores, a Unity não surgiu do dia pra noite. O que vocês veem hoje é resultado de 6 anos de investimento do meu tempo, da minha vida, do meu conhecimento e do meu dinheiro. O maior problema aqui, é que na euforia de vir para a gaming house, os jogadores aceitaram vir mesmo nós dizendo que boa parte do que estávamos projetando ainda não estava pronto. Inicialmente, tudo estava bom, tudo estava certo, e agora esses jogadores tratam como regra, casos excepcionais, ou situações que aconteceram durante a adaptação.

A pessoa nomeada Jimmy, ou Jarvan, não faz mais parte do conselho administrativo da empresa. Vamos apurar as alegações, conversar com os envolvidos e tentar dar toda assistência necessária. Previamente deixamos registrado que somos contra todas as ações descritas nos relatos, queremos ouvir e juntos tomar as ações necessárias sobre esta pessoa. Ainda se mantém no quadro societário devido a sua posse de porcentagem da empresa, mas não participa mais das decisões e nem fala mais pela organização.

A Unity se coloca disponível para esclarecer demais dúvidas.”

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Sobre o autor:

Camila Falk

Estudante de Marketing durante o dia e a noite corre pelas ruas para combater o crime.
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